sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

imaginação

Espera por um sorriso mas não anseies uma doce palavra. Conta os segundos, ainda restará tempo para voltar atrás? Não sou caminho, tenho a certeza. Tenta não prometer por me ter. Promete apenas quando o teu ar profano dispersar ou o conseguires dissimular. Não mostrarei desrespeito, por mais que o pretenda. Sou como o azul que, claro ou escuro, marinho ou turquesa não deixa de ser azul. Não deixa de cativar pela sua cor. Saudade do tempo em que o Sol apenas brilhava e, mesmo na noite mais escura, sentia a sua presença. Quando sabia que apenas durava uma noite, esperava o "amanhã". Criança de muitas cores, brinco com palavras. Com sonhos. Imaginação. Espero do Mundo o que não esperam de mim. Convicta em ambições. Crente em juras de quem me faz feliz. E pouco mais. Seguindo pela melodia que não escutas. A única neste compasso. A de quem o tempo se esquecera, deixada no fundo do baú semi-cerrado do qual, poucos se lembram existir. Mas existe. Presente em cada momento menos irrisório. Existe em mim. Vulgar. Também o azul o é. Depressiva. Como os dias de Inverno. Austera. Demasiadas piadas sem graça. Altiva. É assim que obtenho o que tenciono. Feliz? Muito. Porque ele me faz ser assim. Porque toda a luz dos meus dias se resume a pequenos instantes, pequenos gestos e palavras. Porque o amor é tudo e ele não lhe fica atrás <3

4 comentários:

  1. «Sou como o azul que, claro ou escuro, marinho ou turquesa não deixa de ser azul.»
    *.* É mesmo isso, Beatriz ! É mesmo isso (:
    Adoro a maneira como fazes comparações, como descreves sentimentos e como dás voz à tua alma @ Gostei (:

    ResponderEliminar